terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Controle Universal dos Ensinos Espiritas - CUEE









“Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que as almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se”.
Circunscrevia ao grau, que haviam alcançado, de adiantamento, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras,
Tendo por base o que fora dito por um ou alguns deles.
O simples fato da comunicação com os Espíritos, dissessem eles o que dissessem, provava a existência do mundo invisível ambiente. Já era um ponto essencial, um imenso campo aberto às nossas explorações, a chave de inúmeros fenômenos até então inexplicados. O segundo ponto, não menos importante, era que aquela comunicação permitia se conhecessem os estados desse mundo, seus costumes, se assim nos podemos exprimir. Vi logo que cada Espírito, em virtude da sua posição pessoal e de seus conhecimentos, me desvendava uma face daquele mundo, do mesmo modo que se chega a conhecer o estado de um país, interrogando habitantes seus de todas as classes, não podendo um só, individualmente, informar-nos de tudo. Compete ao observador formar o conjunto, por meio dos documentos colhidos de diferentes lados, colecionados, coordenados e comparados.
Uns com outros. Conduzi-me, pois, com os Espíritos, como houvera feito com homens. Para mim, eles foram, do menor ao maior, meios de me informar e não reveladores predestinados.
Não me contentei, entretanto, com essa verificação; os Espíritos assim mo haviam recomendado. Tendo-me as circunstâncias posto em relação com outros médiuns, sempre que se apresentava ocasião eu a aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam mais espinhosas.
Foi assim que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos Espíritos, entregue à publicidade, em 18 de abril de 1857.
Pelos fins desse mesmo ano, as duas Srtas. Baudin se casaram; as reuniões cessaram e a família se dispersou.
Mas, então, já as minhas relações começavam a dilatar-se e os Espíritos me multiplicaram os meios de instrução, tendo em vista meus ulteriores trabalhos.” (Allan Kardec  Obras póstumas.).
“Nessa universalidade do ensino dos Espíritos reside à força do Espiritismo e, também, a causa de sua tão rápida propagação. Enquanto a palavra de um só homem, mesmo com o concurso da imprensa, levaria séculos para chegar ao conhecimento de todos, milhares de vozes se fazem ouvir simultaneamente em todos os recantos do planeta, proclamando os mesmos princípios e transmitindo-os aos mais ignorantes, como aos mais doutos, a fim de que não haja deserdados. É uma vantagem de que não gozara ainda nenhuma das doutrinas surgidas até hoje. Se o Espiritismo, portanto, é uma verdade, não teme o malquerer dos homens, nem as revoluções morais, nem as subversões físicas do globo, porque nada disso pode atingir os Espíritos.”
(Allan Kardec Evangelho Segundo o Espiritismo).


CUEE foi o método utilizado pelo codificador objetivando aferir, e controlar os ensinos espíritas, desta forma de remeter a principio a dez médiuns, e posterior entrou em contato com médiuns de outras localidades do mundo, com os quais submetia questões comparava, para concluir como verdade, como ponto pacifico e doutrinário.
Hoje muito discutido em paginas de relacionamento na Internet, em comunidades, grita-se por um controle universal dos ensinos espíritas.
Mais isso parece uma missão impossível, pois à proporção que tem tomado o espiritismo, principalmente nas ultimas décadas, e o caminho pelo qual temos percorrido, ou o objetivo das reuniões de intercambio espiritual, é na maioria, se não for à totalidade, tem ocaráter de orientação de Espíritos em estado de perturbações diversas, de simples no que tange ao Espírito que acha ainda detentor de um corpo e uma vida no mundo físico, ao mais complexo que são os arraigados ao ódio desta ou de experiências transatas.
Os diálogos com os instrutores espirituais são raros, e quando existem eles apenas deixam mensagens através da psicofônia a um grupo restrito, nem são gravadas para analise ou quando são, não são novamente ouvidas, ou através de psicografias que são lidas, no momento e ficam no esquecimento dos arquivos de médiuns, quando estes existem.
Quando analisadas e meditadas, com conhecimento do fenômeno, e do médium sofremos, pois o médium acha que ao julgar a mensagem esta julgando-o, criando melindres e até afastando médiuns da casa espírita; faz-se urgente o médium tomar a consciência, de que se a mensagem é dele, ele não é médium, e se realmente o é, não vai se importar do pensamento do Espírito ser avaliado, não objetivando colocá-lo em prova mais precavê-lo de incorrer em erro consigo mesmo de ser enganado em sua boa fé, e sofrer no futuro de obsessão por subjugação, antes de tudo isso é necessário ter humildade, e humildade deve ser o objetivo de todo médium que deseje sucesso em sua empreitada de ascensão espiritual .
Outro ponto que dificulta é a falta de intercambio de grupos com esta finalidade, é a crença de que nossos grupos são melhores, possuem melhores médiuns, ou por estarmos ocupados demais em tarefas voltadas a nossos grupos, o que falta muito entre nós é troca, de experiências e de mão de obra.
Ai surge em nossas livrarias diariamente lançamentos de romances mediúnicos, que tem um grande giro comercial, pois, o ser humano adora novidades, livros cheios de palavras e que nada dizem, ou deixam de prestar serviço doutrinário, na aquisição de conhecimento.
Pessoas de boa fé leem na capa, médium Fulano, Espírito Cicrano, ai em suas mentes vem a afirmação: é um livro espírita.
O fato de o livro ser psicografado, não é uma norma para que seja espírita, o fato de ser editado por uma editora espírita, não o qualifica como tal.
Então como separar o joio do trigo?
É neste momento que se faz imprescindível a base do conhecimento doutrinário, pois ai terá meios seguros de aferição para entendimento do que lemos pela ótica espírita.
E se essa teoria do Espírito, entra em conflito com a substancia doutrinaria, ficamos com o conhecimento doutrinário.
E se não choca com a doutrina mais não encontramos base de sustentação da teoria?
Neste momento que entra o CUEE.
Temos Espíritos distintos, em partes distintas, por médiuns distintos fazendo a mesma afirmação?
Se não, é uma opinião pessoal do Espírito, que o livre arbítrio dele o permite que o faça, assim como o nosso livre arbítrio nos permite, mais entre opinião pessoal e opinião doutrinaria existe uma certa distancia, e uma distancia abismal.
Ai entra o bom senso...
Devemos repelir uma idéia ou um ponto de vista? 
Não, pois se assim nos comportarmos, e se tudo for visto a ferro e fogo, estaremos incorrendo em erros que desfiguraram o cristianismo ao longo do tempo. E estaremos a um passo do fanatismo, e correremos o risco de dizer que fora de Kardec não há salvação ou fora do espiritismo não há salvação.
Precisamos unirmo-nos em torno da doutrina com coerência e bom senso, do qual o nosso codificador era farto, utilizando as nossas faculdades próprias de nosso espírito, o senso critico, e só aceitar verdades quando essa passe pelo crivo da razão, e que a teoria não seja de um único Espírito, mas de vários Espíritos, por médiuns distintos e de preferência de lugares distintos.
Agindo com coerência não criaremos entre nós misticismos, e nem desfiguraremos a doutrina que amamos e respeitamos, como a nós mesmos.






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